Deus tocou o meu coração e minha alma,
abrindo meus olhos para a verdadeira essência da vida.

20 de setembro de 2022

O ACIDENTE

 


Domingo de manhã, por volta das 8:00 h, Javier trafegava com a sua moto de alta cilindrada por uma estrada vicinal muito bem conservada e cheias de curvas que tem como destino uma pequena cidade do interior de São Paulo, com não mais de 15.000 habitantes.

Esse é um dos trajetos preferidos de Javier, podemos dizer que o conhece de olhos fechados e com destreza segue devorando as curvas ao mesmo tempo que aprecia as paisagens daquela região rural.

Ao se aproximar de uma curva bem fechada a esquerda, reduz a velocidade e ao começar a tangência de imediato se depara com uma pessoa em pé, parada bem no meio da estrada e vestida com um macacão típico dos usados pelos motociclistas e com um capacete na mão direita, imediatamente Javier deduz que ela deva ter sofrido um acidente, assim consegue fazer uma manobra e parar bem ao lado da pessoa, que ao observar melhor, ver tratar-se de uma mulher.

Após as apresentações de praxe, a mulher que se apresentou como Anália, conta que se perdeu na tangência da curva e foi arremessada para fora da estrada e a moto acabou caindo no desfiladeiro. Por um milagre, Anália aparentemente tinha sobrevivido sem nenhum arranhão.

Javier tenta chamar o socorro, mas, sem sucesso pois naquela região não há sinal de celular, dessa forma sem muitas opções oferece uma carona para Anália, que disse ter uma fazenda uns 20 km depois de passar pela cidadezinha que estava a cerca de uns 50 km de distância.

Assim Anália subiu na garupa do Javier e partiram rumo a fazenda, no caminho resolveram parar em uma pequena padaria que ficava na beira da estrada na entrada de um vilarejo.

Javier foi até o balcão, cumprimentou o atendente pediu dois cafés, esperou que ele os servisse e disse que estaria sentado na mesa do lado de fora do estabelecimento. Anália e Javier começaram a conversar como se fossem velhos amigos, tinham muitas afinidades e se não fosse pela diferença de idade, ele viúvo e quase na casa dos 70 anos de idade, teria ficado bem interessado por Anália que não aparentava ter mais do que 40 anos de idade.

Trocaram telefones em um guardanapo de papel, Anália disse que ao chegar na cidade, ficaria na Delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência. Javier ofereceu ajuda, o que Anália recusou, pois era advogada e saberia muito bem conduzir a situação além de ser amiga do Delegado da cidade.

Novamente subiram na moto e partiram rumo a cidadezinha, quando chegaram lá conforme o combinado Anália desceu da moto se despediu de Javier, que novamente se ofereceu para ajudar o que mais uma vez lhe foi negado, combinaram de se falar por telefone.

Anália entrou na Delegacia e Javier tomou o seu destino. Nunca aquele caminho lhe pareceu tão bonito, tanto que sem ele perceber logo estava de volta a sua cidade natal.

A semana passou depressa, Javier não conseguia tirar Anália dos seus pensamentos, sem aguentar esperar o final de semana, ligou para ela na quarta-feira, para a sua surpresa depois de diversas tentativas as chamadas caiam todas na caixa postal e assim ocorreu nos dias seguintes.

Se sentindo meio bobo por ter alimentado aqueles pensamentos, imaginou que ela tenha lhe dado um número inexistente, por não querer ser desagradável a ele. Porém, não havia o que a tirasse da sua mente.

Javier estava se sentindo como um adolescente e tomado por um impulso juvenil, no sábado bem cedo pegou a sua moto e seguiu rumo àquela cidadezinha mais uma vez, no intuito de se reencontrar com aquela mulher, por algum motivo precisava saber se ela estava bem.

No trajeto parou novamente naquela curva, pode observar os sinais na terra por onde a moto deslizou, o mato arrancado e até mesmo uma árvore caída dado o impacto, diante daquele quadro pensou que fora mesmo um milagre Anália ter sobrevivido, pois tudo levava a crer que ela estava muito rápida.

Ao chegar na cidade foi imediatamente a delegacia, afinal, não haveria lugar melhor para saber a respeito dela, pois provavelmente o Boletim de Ocorrência deva ter sido feito. O escrivão de plantão o atendeu e assim que Javier começou a narrar os fatos, o policial gritou muito alto chamando pelo Delegado que veio lentamente com uma cara de poucos amigos e totalmente desanimado.

- O que foi Brito, por que dessa gritaria toda?

- Doutor esse senhor aqui disse que viu Anália no domingo passado.

Imediatamente começou um interrogatório, o Delegado não acreditava em Javier, que contou a história várias vezes.

Não convencido o Delegado, o escrivão e Javier entraram na viatura e seguiram rumo ao local onde ocorreu o acidente, no caminho pararam na Padaria, o atendente confirmou que viu apenas Javier, que realmente ele pediu dois cafés, mas, que tomou apenas um e não reparou se ele estava com mais alguém.

Ao chegarem na curva onde Javier encontrou Anália, o Delegado desesperado observou a cena, entendeu que Anália deva ter realmente sofrido um acidente e imediatamente com muita destreza desceu pela encosta do desfiladeiro, quando chegou lá embaixo passou um rádio para que o Escrivão chamasse uma equipe de resgate pois ele tinha encontrado o corpo de Anália.

Javier estava atônito, o Delegado não subiu, ficou ao lado do corpo de Anália até que a equipe a resgatasse.

De volta a delegacia, o Delegado estava inconsolável e novamente quis conversar com Javier que mais uma vez contou toda a história. O Delegado pediu o número de telefone que Anália tinha passado a ele, para sua surpresa aquele número era o pessoal do Delegado, Anália naquele dia tinha esquecido de carregar o celular dela e pegou o do pai emprestado, porém, nem chegou a ligar o aparelho o que impediu que fosse rastreado.

Esse detalhe para o Delegado foi definitivo para acreditar em Javier, ninguém além da filha e da esposa têm esse número.

O Delegado pai de Anália agora chorava copiosamente nos braços de Javier que também não continha as lágrimas, o pai agradeceu a ajuda de Javier, pois fazia uma semana que ele não dormia procurando desesperadamente pela filha, ele e sua esposa estavam vivendo os piores dias das suas vidas.

Infelizmente a morte de Anália, mesmo não sendo desfecho que queriam, traria um alento para eles, do que jamais descobrir o que ocorreu.

Javier voltou para a sua casa muito triste, mas algo lhe trazia uma paz ao seu coração e assim seguiu os seus dias.

O Delegado seguindo seus instintos novamente refez os passos narrados por Javier, parou novamente na Padaria, sentou-se a mesma mesa e ali inconsolável pensou na sua filha, fez uma oração carregada com todo o amor que ele tinha por ela, assim que terminou a oração ao levantar a cabeça aos céus, observou que do outro lado da Rua bem de frente a Padaria tinha um poste com uma câmera de segurança na entrada de uma Fazenda que explora eucaliptos.

Ao chegar perto da câmera viu tratar-se de um modelo de última geração e de alta-definição, que é usada para dar zoom nas placas e dentro das cabines dos caminhões para reconhecimento facial dos motoristas.

Imediatamente aciona a empresa de segurança que opera o sistema e solicita a gravação do dia do acidente, por ser delegado e conhecido do dono da Fazenda, quase que imediatamente recebeu o arquivo digital.

Ao assistir o vídeo viu que a 7:00 horas sua filha passou em cima da sua moto em frente a fazenda e para o seu espanto viu quando Javier às 8:15 h chega acompanhado dela e pararem na Padaria, observou Javier adentrar a padaria conforme ele narrou e ali estava sua filha sentada olhando fixamente para a câmera e fazendo um aceno, então o Delegado dá um zoom na imagem e observa claramente que Anália através linguagem dos sinais ela lhe diz:

- Pai, me perdoe! Eu amo muito o senhor e a mamãe. Diz a ela que eu estou bem.

O Delegado ainda vê quando eles saem na moto e a filha lhe dá o último adeus.

Mentalmente se despede pela última vez da sua filha, agradece a Deus.

E grita:

- Brito, manda buscar o Javier pela última vez...

Silvio Klinguelfus Junior

MAIS UMA DESPEDIDA

 Essa semana que passou mais um grande amigo retornou para a Casa do Pai.


Eu me lembro muito bem do primeiro grande amigo que partiu de volta, o nome dele era Roberto Alegretti, tínhamos 16 anos de idade e até aquela idade eu ainda não tinha lidado com esse tipo de dor e infelizmente ela foi fortíssima.

E mesmo depois de quase 40 anos e de muitas outras despedidas, elas continuam sendo dolorosas para mim.

Obviamente que o entendimento é completamente outro, porém, a dor é igualzinha.

As amizades quando verdadeiras e vividas intensamente são preciosíssimas pois elas carregam o que temos de melhor.

Conforme o tempo vai se extinguindo para nós a chance de vivermos novas amizades também vai escasseando.

O Ademir Marques Penteado foi uma dessas amizades tardias, sempre falávamos que foi um presente de Deus essa oportunidade de nos encontrarmos, foram aproximadamente 15 anos de muito companheirismo, até parecia que nos conhecíamos a décadas.

Como explicar isso?

O que leva uma pessoa a se aproximar de outra com a qual não existia vínculo algum até então?
Agradeço ao Pai pelas minhas amizades.

Eu e meus amigos não somos perfeitos, mas, tal qual Deus faz para conosco, eu assumo aos meus amigos e os aceito como são e provavelmente eles assim o fazem para comigo.

Quer ter bons amigos?

Comece agora mesmo consigo mesmo, experiente ser verdadeiro, honesto e digno de confiança.

Acredite, vale muito a pena.

Um dia quando forem passar o filme da sua vida lá na eternidade, você terá muito mais coisas para se orgulhar do que se envergonhar.

Nesse momento ao me lembrar de cada um dos amigos que já regressaram ao Lar, é com carinho imenso que recordo das características marcantes de cada um deles.

Espero tê-los todos na plateia quando chegar o momento da minha Premier do lado de lá.

Imaginar essa reunião é um alento e tanto.

Ademir o convite já está feito.

Então até lá meu irmãozinho.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.

Silvio K. Jr.

16 de agosto de 2022

Dia dos Pais

 Dá série, contos do “Sírvião”


...



Enquanto isso, no Banco Imobiliário da vida...


Já era começo do anoitecer e defronte a uma famosa Padaria, de repente do nada surge um mendigo e começa a pedir.


O primeiro a passar é um catador de reciclável cuja a renda mensal não passa de um salário mínimo e logo o mendigo o aborda:


- Boa noite meu irmãozinho o senhor teria uma moeda para eu juntar e comprar um pão e matar a fome.


 O catador passa as mãos pelos bolsos e tira uma nota de R$5,00:


- Isso é tudo o que eu tenho, foi o que eu ganhei no dia de hoje, pode ficar para você. 


O mendigo retruca:


- Não posso aceitar, o senhor deve estar com fome tanto quanto eu.


O catador:


- Não se preocupe, eu graças a bondade de uma pessoa ganhei o que almoçar hoje, amanhã se Deus permitir eu consigo mais.


O mendigo:


- Que Deus lhe abençoe.


...


O próximo a chegar foi um gerente de uma empresa familiar, cuja a renda é de R$25.000,00 e tem como obrigação do cargo, centenas de problemas diários para resolver, entre eles naquele dia lidar com um grande empresário e em negociações duríssimas para compra da matéria prima para empresa que trabalha. 


E novamente a história se repete o mendigo conta que está com fome e lhe pede dinheiro.


O gerente que já estava de cara feia, acaba de fechá-la mais ainda, apalpa o bolso e tira uma moeda de um real do bolso e sem falar ou olhar para o mendigo dá a ele e segue estressado para dentro da Padaria.


O mendigo agradece e abençoa aquele gesto.


....


O terceiro a encostar foi um empresário dono de uma empresa de médio porte, que herdou do seu pai, e lhe proporciona uma renda mensal de R$100.000,00, um “bon vivant” e que costuma deixar os problemas sempre para os seus funcionários (ainda contratados pelo seu falecido pai e todos de confiança) resolverem, acredita que por serem bem remunerados eles que deem conta do recado. 


E a história se repete.


O empresário tira R$20,00 do bolso dá ao mendigo e pede para ele ir pedir esmola em outro lugar.


O mendigo:


- Obrigado senhor, que Deus lhe abençoe.


...


O quarto e último foi o dono da maior empresa da região, com uma renda de aproximadamente R$1.000.000,00, e que fornece matéria prima para muitas indústrias, se considera um vencedor por ter vindo do nada e chegado onde chegou, um negociador duro e implacável, porém, justo, tendo ajudado muitas empresas quando mais precisaram, principalmente quando os donos falecem e se encontram em dificuldades. 


Ele chegou com a sua família e foi abordado pelo mendigo.


Irritado com àquela abordagem inesperada, diz:


- Não tenho nada.


O mendigo:


- Obrigado senhor, que Deus lhe abençoe.


A filhinha de 5 anos do empresário ao descer do carro, abre a sua bolsinha cor de rosa e de dentro dela tira R$100,00 que ela havia ganho a pouco do pai e com um sorriso lindo no rosto, diz:


- Tome senhor, meu pai estava sem dinheiro, porque tinha dado a mim e por isso, não pode lhe ajudar.


O mendigo meio sem jeito não quis aceitar.


Mas, o empresário com cara de poucos amigos, disse:


- Pode ficar, é o desejo da minha filha.


E enfurecido, já que não podia fazer nada com relação ao ocorrido, pegou a filha pela mão e a puxou para dentro da Padaria, acompanhado da esposa e no caminho ainda resmungou em voz alta para si mesmo, que precisava falar com o Zé (dono da padaria) para colocar um segurança aqui na frente para não termos que passar por esse constrangimento.


O mendigo, novamente agradeceu e abençoou toda àquela família.


...


Naquela mesma noite os quatro envolvidos naquela história com o mendigo sofreram um mal súbito e faleceram.


...


Enquanto isso do lado de lá, no Banco da existência...


Lá estavam os quatro aguardando em uma fila e eis que surge a figura do Mendigo, só que agora não se parecia mais com um mendigo e dele se irradiava uma Luz muito brilhante e com o mesmo sorriso de meigo de outrora.


Ao se aproximar olhou para o catador de reciclagem, que abriu um sorriso e disse:


- Meu irmãozinho você também faleceu?


E o Mendigo:


- Podemos dizer que sim, faleci sim e iguais a você não morri.


O catador na sua simplicidade sem entender absolutamente nada, emendou:


- Bom pelo menos agora eu tenho um amigo aqui com quem conversar.


O Mendigo:


- Não tenha dúvida disso meu irmãozinho.


...


E o Mendigo continua e ao se aproximar do gerente, este por sua vez, já havia compreendido tudo o que estava acontecendo, já se demonstrava totalmente arrependido da sua atitude naquela noite.


- Me perdoe eu estava estressado demais.


O mendigo diz:


- Não há o que perdoar meu filho.


Nisso o catador de reciclagem diz:


- Meu amigo, esse rapaz aí, eu não sei o que ele lhe fez, mas, foi ele que me deu os R$5,00 que eu lhe passei e também o meu almoço de ontem.


O Mendigo diz ao gerente:


- Eu não disse que não há o que perdoar!


O gerente se ajoelha, recebe um afago nos cabelos, depois se levanta, abraça o Mendigo e o catador de reciclagem como em um gesto de gratidão eterna.


...


O Mendigo ao se deparar com o dono da empresa de médio porte, que também se demonstrava arrependido, vai logo dizendo:


- Meu Deus, o que eu fiz, nem tenho palavras para demonstrar todo o meu arrependimento pela minha atitude de ontem.


O Mendigo diz ao empresário:


- Não há o que perdoar meu filho.


Nesse momento o gerente então tocado pela atitude do catador de reciclagem, diz:


- Esse senhor é o meu patrão, trabalho há anos para a família dele e graças a eles eu pude ter uma vida digna, pois sempre fui juntamente com os outros funcionários da empresa muito bem remunerado e dessa forma pudemos dar oportunidades para os nossos filhos serem pessoas melhores. 


O Mendigo diz ao empresário:


- Eu não disse que não há o que perdoar!


O empresário assim como o gerente se ajoelha e também recebe um carinho em seus cabelos e ao se levantar se abraça ao Mendigo e aos outros dois em sinal de gratidão.


...


E, finalmente ao se aproximar do grande empresário, o qual estava em prantos não tendo conseguido pronunciar uma só palavra sequer. Era a mais pura expressão do arrependimento.


O Mendigo chega ao seu lado, abraça-o e diz:


- Não há o que perdoar meu filho.


A situação se repete, o empresário da empresa familiar se dirige ao Mendigo e conta:


- Esse senhor é o responsável pela minha empresa estar funcionando, quando meu pai faleceu e eu ainda estava perdido em como comandar a empresa, ele foi até lá, orientou a mim e aos meus funcionários como deveríamos proceder, nos concedeu matéria prima sem garantias de pagamento, e com o auxílio dele conseguimos nos reerguer e seguir em frente.


O Mendigo vira novamente para àquele grande empresário e diz:


- Eu não disse que não há o que perdoar!


E aquele grande empresário se ajoelha e igualmente recebe um carinho em sua cabeça e todos se abraçam com um enorme sentimento de gratidão.


...


Do lado de cá, aquela menininha filha do grande empresário, deitada em sua cama a tudo assistia e com lágrimas nos olhos e com um grande sorriso no rosto, diz:


- Papai, papai, até breve eu te amo. 


FELIZ DIA DOS PAIS.


Silvio Klinguelfus Jr.

Qual tipo de avião nós somos?

 Convido todos a fazerem uma pequena analogia.


Imaginem que fôssemos aviões.


E que todos nós decolamos "COM A MESMA QUANTIDADE DE COMBUSTÍVEL EM NOSSOS TANQUES”, porém, durante o voo podemos optar por qual tipo de avião desejamos ser.


Alguns se transformam:


- em aviões gigantescos, capazes de enfrentar grandes tempestades, destemidos e imponentes, porém, sem grande autonomia de voo.


- em jatos robustos, velozes e intimidadores, mas que queimam combustível com rapidez.


- em aviões de carga, que levam inutilmente todo o peso extra e problemas dos demais, consequentemente não conseguem alçar voos muito altos e a grandes distâncias.


- em teco-tecos, pequenos e frágeis, porém, que voam leves, sem pesos desnecessários, capazes de se adaptarem as condições adversas com grande inteligência e diante de tempestades procuram por alternativas viáveis para contorna-las e seguirem em frente. Como resultado conseguem ir mais longe e mesmo quando o combustível acaba, são capazes de planar ainda por um tempo razoável, a ponto de aterrizarem próximos ou até mesmo no destino final sem grandes avarias.


E você, em qual desses tipos de aviões se transformou durante esse voo chamado vida e com destino a eternidade?


Nenhum avião voará para sempre.


Pensem nisso! 


Viaje leve. 


Não acumule conhecimento, compartilhe!


Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio K. Jr.

1 de março de 2022

ORAÇÃO = PRECE + AÇÃO


Senhor perdão por todos os meus gestos, atitudes e pensamentos nesse dia.


Como é difícil escolher o caminho mais fácil; depois que temos nossas vidas tocadas precisamos encontrar meios para servir e praticar a caridade.


De nada adianta orarmos, se não fazemos nada para ajudar a nossos irmãos.


A cada dia que passa, descubro que minha luta para se tornar uma pessoa melhor é solitária e árdua. Incrível como a vaidade e o orgulho toma conta facilmente do nosso ser.


Eu tenho consciência, que o meu maior desafio é superar-me a mim mesmo. Até agora, essa foi à forma que eu encontrei para fazer isso.


Como diz o ditado:


“O maior cego é aquele que não quer ver; E o pior cego é aquele que só vê o que lhe interessa”.


A alma grita por ajuda através dos olhos, sem que para isso, seja preciso a pessoa dizer uma única palavra. Basta observar.


Todos nós somos capazes de perceber, só que não queremos ver, pois é muito mais fácil não se envolver.


Assim, que tenhamos todos verdadeiramente olhos de ver, e ouvidos de ouvir... 


Só você basta, não precisa provar nada para ninguém. 


Já aprendi o suficiente, para entender que:


- Tudo tem o seu tempo, que não cabe a mim, julgar ninguém;


- Necessário se faz ser indulgente, pois com certeza, em algum momento podemos estar do outro lado;


- Desnecessário tentar convencer ninguém sobre qualquer assunto e muito menos ter razão sobre tudo (esse aprendizado foi difícil para mim); 


- A minha verdade é diferente da verdade do outro, que tudo depende de como encaramos; 


- Eu só irei conseguir demonstrar ao outro como ele está errado, através das minhas atitudes e dos meus atos;


- Não adianta, não querer aprender, é inevitável, a minha lição veio pela dor e ela foi uma benção.


Existe uma grande diferença entre pensar e refletir:


- Quando refletimos, desenvolvemos autoconhecimento, para tanto utilizamos da nossa capacidade de discernir e concatenar as ideias afim que possamos avaliar nossos atos, invariavelmente baseados em nossa própria experiência.


- Quando pensamos, normalmente utilizamo-nos de raciocínio, da lógica e do nosso conhecimento empírico, para resolvermos os desafios que temos que enfrentar durante a nossa existência.


Então, nesse momento exercendo a reflexão, cheguei à conclusão, que sou um cara que só tenho a agradecer a Deus, por tudo que ele fez em minha vida.


Que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio K. Jr.

12 de setembro de 2021

SONHO

Ontem eu tive um sonho marcante que me lembrou de uma história que aconteceu há 43 anos.


Último dia de aula do ginásio, havíamos organizado um amigo invisível, que estava sendo então revelado.


Na época eu havia tirado a menina mais bonita da sala, e como eu já trabalhava em meio período devo ter deixado o meu salário do mês para lhe comprar uma caixinha de bombom de um chocolate famoso a época.


O amigo que havia me tirado, não me deu presente e alegou haver se esquecido de levar, mas que me entregaria em casa.


O tempo passou e ele não apareceu certo dia peguei a minha bicicleta, descobri onde ele morava e resolvi bater a sua porta.


Quando somos crianças, não temos a percepção exata do mundo, ao chegar a casa dele, que ficava em um curtiço e consistia apenas em uma portinha, chamei-o pelo nome, e de fora pude ouvir o rebuliço que ocorria lá dentro, a voz estridente de uma mulher claramente dando-lhe uma sonora bronca.


Depois de algum tempo ele sai com cara de choro, me dá um pequeno objeto embrulhado em uma folha de jornal, dá as costas e entra novamente em sua casa.


Naquele pequeno embrulho continha um sabonete desses de amostra grátis.


Enfim... o tempo passou e eu provavelmente nunca mais tenha pensando naquela história até o sonho de ontem, no qual recebi a visita daquele mesmo menininho me pedindo desculpas pela decepção que tinha me causado.


Óbvio que mesmo quando criança depois de um tempinho compreendemos toda a situação e aquilo não me impactou, mas, talvez tenha impactado e muito a vida daquele então meu amiguinho.


Voltando ao sonho, assim que disse àquela então "criança" que não se preocupasse e que nada havia a ser perdoado, ele me agradeceu e diante dos meus olhos se transformou em um homem, despediu-se com lágrimas nos olhos e um sorriso meigo no rosto e da mesma maneira como surgiu, sumiu.


Vá em Paz meu amiguinho e até breve.


Que Deus nos abençoe hoje e sempre.


SILVIO K. JR



27 de julho de 2021

Pandemia

 Essa pandemia nos trouxe perdas dolorosas, porém, em contrapartida nos ensinou a valorizar tantas coisas.


Posso falar por mim é claro.


Me considero um abençoado não apenas por ter superado a Covid, mesmo sendo um paciente com histórico oncológico e acima do peso. Eu me considero um privilegiado por ter trabalho e estar trabalhando presencialmente todos os dias dessa crise sanitária, me relacionando com pessoas, vendo o sol raiar, as estrelas a brilhar, minha filha crescer e junto com a minha esposa amadurecer.


Eu me sinto abençoado e um privilegiado por não ter sucumbido ao medo e ser derrotado pelo desconhecido.


Diante de tanta negatividade confesso que muitas vezes é preciso ter muita coragem para abrir a porta da rua e sair para trabalhar e poder sustentar a sua família de maneira digna.


Eu me importo com cada um de vocês que leem essas minhas mensagens.


Eu me importo com a vida de todos.


Creio que a minha missão seja muito mais do que levar palavras de ânimo e conforto.


Mostrar como a fé é importante, em como ela mudou a minha vida e me fez compreender que não adiantaria de nada eu ficar sentado reclamando da minha situação.


Que nada cai do céu se não nos movimentarmos.


Que com Deus somos capazes de superar qualquer adversidade que possa surgir em nossas vidas.


Essa é a minha missão, quiçá, a todos nós.


Somos importantes não só pelo o que fazemos, mas principalmente por aquilo que somos.


Todos nós somos filhos de Deus.


Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio K. Jr.

1 de fevereiro de 2021

DIÁRIO COVID 19

- 07/01 (quinta-feira) - Primeiros sintomas:

Olhos ardentes e lacrimejando.

 

- 08/01 (sexta-feira) sem sintomas, a ardência nos olhos passou, apenas um pouco de cansaço, aparentemente fruto de uma noite mal dormida.

 

- 09/01 (sábado) acordei bem, fui trabalhar e do nada uma tosse seca começou a incomodar, logo após o almoço senti o meu corpo arrepiado, como se eu tivesse com intoxicação. Logo em seguida comecei a transpirar sinal de febre e de que alguma coisa estava errada comigo. Enfim, sintomas de uma gripe forte, tomei um antigripal, os sintomas melhoraram, mas a febre não cedeu.

 

- 10/01 (domingo) acordei ensopado de suor, porém, a febre havia cedido, continuei o tratamento à base de antigripal a febre voltou, tomei dipirona ela cedeu novamente, mas no final do dia estava de volta. Já havia tomado a decisão de fazer o teste da Covid antes de ir para o trabalho na segunda-feira.

 

- 11/01 (segunda-feira) acordei ensopado de suor, mas, muito bem, a febre havia cedido, estava feliz. Do nada novo ataque de transpiração e algumas idas inesperadas ao banheiro. A febre novamente instalada. Exame do cotonete feito e teste positivo para a Covid. Passei pelo médico que receitou diversos remédios e início imediato do tratamento. Passei o dia bem, apenas o incomodo da transpiração que no meu entender, significa que o meu organismo está lutando contra o vírus e que os remédios estão fazendo efeito. Como eu não costumo tomar remédios, os efeitos são rápidos em meu organismo.

 

- 12/01 (terça-feira) mais um dia que acordo ensopado de suor, porém, sem sintoma algum aparente nem de febre. Passei bem o dia, de sintomas apenas a tontura. A noite aparentemente dei adeus ao meu paladar e de volta a transpiração excessiva.

- 13/01 (quarta-feira) para variar acordei ensopado novamente. Os sintomas permanecem os mesmos, muita tontura, transpiração excessiva e um pouco de cansaço mental, como é difícil mudar a direção dos nossos pensamentos.

 

- 14/01 (quinta-feira) uma semana dos primeiros sintomas. Para não sair da rotina, mais um dia acordando ensopado. Haja pijama e roupa de cama. Mas, graças a Deus esse junto com as tonturas são os maiores sintomas que eu venha sentindo. E claro a luta diária para mudar os pensamentos. Perdi a vontade de ler, parece que não conseguimos raciocinar direito. A gente lê uma página, tem que reler, que canseira isso. Resta a televisão. Meooooooo Deooollls, só desgraça. Daí vem a raiva, queremos ficar mais sozinhos ainda, perda da paciência, vontade de ficar quieto, isolado mesmo... Daí a gente se lembra dos parentes, amigos, colegas que estão passando por isso também e lá vem mais preocupação e o ciclo começa de novo. Dá-lhe pensamentos. Para encerrar o período noturno, eis que surge um novo sintoma, a diarreia.

 

- 15/01 (sexta-feira) pela primeira vez desde que a doença se manifestou acordei sem estar ensopado, que sensação excelente. Obrigado Pai. As tonturas que venho sentido aparentemente também diminuíram. Porém, em compensação a diarreia continua. Risos. Bora para os próximos capítulos... Nova sintonia mental e tudo certo no tempo de Deus e assim lá se vão nove dias e contando... Diarreia terrível no dia de hoje fora os enjoos. Acabaram comigo.

 

16-01 (sábado) - Cansado, noite mal dormida. Aparentemente a diarreia acabou ou ela acabou comigo. Restaram os enjoos. De outros sintomas, graças a Deus nem notícias. Vamos ver como esse dia se desenrola... Já deu tudo certo. Muita ansiedade, tédio. Não consegui dormir, não consigo mais ficar em casa. Parece que a gente vai explodir.

 

17-01 (domingo) último dia da medicação. Nem acredito. Não suporto nem mais o cheiro do remédio, estou com o estômago embrulhado, muitas náuseas. A ansiedade tomou conta. Até parece que um vazio tomou conta da alma. Que loucura... Não consigo nem me concentrar. Me ajuda Pai...

 

18/01 (segunda-feira). Vamos lá. Obrigado a todos pelo carinho. Realmente essa etapa psicológica da doença não é fácil. Achei que eu iria conseguir passar por ela sem arranhões. Ledo engano. O pior até agora para mim foi o enjoo e a diarreia. Hoje mais uma vez dormi muito mal, levantei várias vezes devido a diarreia que voltou. Basicamente estou abatido e com fraqueza. O difícil mesmo é não ter posição para dormir e o cérebro fica ativo 24 h e não lhe dá trégua. Não vejo a hora de voltar à ativa. De resto só tenho a agradecer.

 

Epílogo.

19/01 (terça-feira) – Hoje é o meu último dia deste diário. Para variar dormi muito mal e como também não é novidade acordei bem enjoado. Porém, sem os sintomas clássicos, principalmente de febre que há alguns dias não aparece. Assim, eis mais um ciclo que se encerra em minha vida e com certeza outros virão. Gostaria de agradecer a todos vocês que dedicaram um tempinho das suas vidas para uma oração pela minha pessoa, para me enviar boas energias e escrever palavras de ânimo. Elas, sem dúvida foram de suma importância para mim em alguns momentos bem delicados desse processo chamado Covid 19. Vida que segue... Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.



18 de outubro de 2020

TICHA A DESAVERGONHADA

 

Outro dia conheci a Ticha, eis o seu nome de guerra.

 

Ela me encarou e olhou fixamente nos meus olhos, senti um arrepio percorrer a minha espinha.

 

Eu precisava tomar uma atitude, então me levantei e fui em sua direção, infelizmente ela agiu de forma surpreendente, deu um salto e saiu ligeira, não me dando chances de alcançá-la, entretanto, não deixei de notar o seu jeito de andar, enquanto me deixava ali estático.

 

Qual não foi a minha surpresa quando a vi novamente, mas agora em meu quarto, de repente como se por mágica, ela já estava em minha cama, que loucura.

 

E como me deu trabalho, ela muito rápida, logo estava percorrendo toda a minha cama com uma agilidade incrível e começou a deslizar pelo meu corpo e eu tentando freneticamente acompanhá-la, mas quem diz de conseguir, realmente estou ficando velho.

 

Quando finalmente consegui agarrá-la com as minhas mãos, eu estava tão excitado com aquela situação, um mix de surpresa e raiva, que pressionei com as pontas dos meus dois polegares o seu pescoço quase levando-a a óbito. Ela estava completamente gelada.

 

Confesso que fiquei com medo de tê-la asfixiado, porém, observei que se mexia, com ela ainda em minhas mãos, levantei-me rapidamente, abri a porta colocando-a  para fora da minha casa.

 

E disse:

 

- Vá Ticha e nunca mais volte.

 

Ela virou-se para mim, ameaçou voltar, mas, eu fui firme, bati a porta e fiquei pensando comigo mesmo, que desrespeito dessa tal de Ticha, vir a minha casa e invadir a minha cama desse modo.

 

Senti algo mexendo nos dedos do meu pé, era um pedaço da Ticha que deve ter se partido quando bati a porta.

 

Para quem tiver interesse em conhecer a Ticha, o seu verdadeiro nome é Lagartixa.

 

Deve estar sem o seu rabo nesse momento.

 

Me desculpe Ticha.

 

Mas, tenho certeza de que você vai se recuperar.

 

Meooooooo Deooollls.

 

Silvio K. Jr.

27 de setembro de 2020

A VIDA E SEUS MISTÉRIOS...

 

Em uma casinha simples, assim como tantas outras no Estado do Paraná que são feitas de madeira, por serem um excelente isolante térmico, perfeita para os períodos de extremo frio naquela região do país.

 

Pai, mãe e filho viviam o sonho de todo pequeno agricultor, conseguir sobreviver com aquilo que produzem.

 

Nessa vida simples o radinho de pilha era companheiro inseparável o pequeno Samuel que mais parecia um curió de tanto que gostava de cantarolar, adorava as modas de violas, mesmo aos cinco anos de idade, sabia todas de cor.

 

O seu talento impressionava aos seus pais, que sabiam estar diante de um gênio, mesmo quando a pequena rádio do interior tocava algumas músicas estrangeiras ele sabia cantá-las e era capaz de assobiar com perfeição as músicas clássicas que ouvia incansavelmente na pequena vitrola que ganhou de presente de aniversário dos seus avós, juntamente com alguns discos de vinis que continham as maiores obras primas.

 

A vida seguia tranquila para o pequeno Samuel, até que o inesperado acontece naquele ano de 1.992, um tornado de proporções gigantescas assolou a região da pequena cidade de Almirante Tamandaré – PR., o pai ao ver o tornado se aproximando, levou a esposa e filho para um pequeno porão que ficava abaixo da casa, ficando o pai deitado por sobre os dois, infelizmente a casa de madeira não aguentou e desmoronou, uma viga do telhado caiu com tanta força que varou o alçapão do porão, vindo a ferir mortalmente aos pais do Samuel que somente sobreviveu por centímetros.

 

Ali preso nos escombros, por debaixo dos corpos dos seus pais, esperou por quase três dias até que o resgatassem, nesse período, a sua companhia fora um rádio que funcionou sem parar, trazendo mensagens de esperanças, músicas que Samuel nunca as tinha ouvido, mas que calavam fundo ao seu coração, jurava ouvir seus pais através do rádio, dizendo que estavam bem e que a ajuda logo viria, e que mesmo de longe sempre estariam junto com ele e que o seu futuro embora fosse em terras distantes e no idioma dos seus avós, logo ele estaria de volta para ajudar muitas pessoas.

 

As horas iam passando e o pequeno Samuel como se confortado, já não se sentia tão só, quando os vizinhos da propriedade rural conseguiram finalmente chegar até a ele, se espantaram com a sua coragem. Samuel parecia ser um adulto, tamanha era a sua força moral.

 

Contou aos seus socorristas como tudo aconteceu e as histórias que ouviu no rádio, porém, o único rádio que encontraram naquele porão, era um velho, aparentemente quebrado e que não era alimentado por pilhas e sim por eletricidade, o que toda a região estava sem, desde o dia da passagem do tornado. Imaginaram que o pequeno Samuel estava em choque e que havia imaginado tudo aquilo.

 

Seguindo as orientações que lhe foram passadas, Samuel pediu para ir morar com a tia, irmã da sua mãe, o que não lhe foi negado e assim seguiu para a Curitiba – PR. Sua tia era extremamente amorosa e se parecia muito com a sua mãe, ela o recebeu como filho e além das afinidades entre parênteses próximos, os dois tinham o amor pela música em comum, sua tia cantava muito bem e o seu tio tocava na Orquestra Sinfônica do Paraná, criada então a pouco mais de cinco anos.

 

Assim nessa família musical ele se desenvolveu musicalmente, compondo aquelas músicas que ouviu quando estava soterrado, o seu tio no início o ajudava a transformá-las em notas musicais, mas, logo Samuel fazia tudo sozinho e com extrema destreza, e aos 10 anos de idade, após participar e ganhar um concurso para novos talentos, teve a sua primeira obra executada pela Orquestra Sinfônica do Paraná.

 

Um grande maestro internacional havia sido convidado a participar como jurado naquele concurso e se espantou com a qualidade daquela música, obviamente se interessou em conhecer o autor, ao se deparar com as outras obras do pequeno Samuel, se encantou e imediatamente o convidou juntamente com a sua família para irem morar com ele em Berlim, na Alemanha.

 

Novamente a vida do pequeno Samuel muda completamente, e mesmo assim, ele seguia seguro, não titubeou nem um pouco quando o contive chegou, os seus tios sabiam que estavam diante de um pequeno gênio e igualmente não tiveram medo em aceitar ao convite.

 

A vida em Berlim foi repleta de alegrias, Samuel dominou o idioma imediatamente, bem como os seus tios que assim como ele tinham origem germânica e já eram familiarizados com a língua, haja vista, seus avós e pais se comunicarem no idioma da terra materna.

 

Inacreditavelmente mesmo sendo na atualidade um dos maiores compositores de músicas clássicas no mundo, Samuel não é reconhecido no Brasil.

 

Hoje aos trinta e três anos de idade, divide o seu tempo entre a Capital Alemã e a pequena Almirante Tamandaré, no Estado do Paraná, e naquele mesmo sitio onde outrora morou e perdeu seus pais, fundou uma escola onde se ensina de tudo, da música clássica, passando pelo balé, indo até a leitura, navegando por histórias, contos e poemas, verdadeiro oásis da cultura que floresceu justamente onde tudo parecia ter terminado um dia.

 

A vida e seus mistérios...

Silvio Klinguelfus Júnior