https://songria.com/song/628haVS6-quatro-horas-no-cebolão-cheiro-de-saudade
[Intro]
(Ponteado bruto e rápido de viola caipira, bem ao estilo Tião Carreiro, que logo ganha o peso de uma bateria moderna)
[Verso 1]
Ainda escuto a voz do velho: "Acorda, filho, tá na hora!"
Coração pulava no peito, dez minutinhos já tava lá fora
O painel marcava dois graus, a madrugada era gelada
Mas o amor dentro do carro aquecia a nossa estrada
No rádio AM um modão baixinho, conduzindo a emoção...
E o locutor anunciava: "São quatro horas no cebolão!"
[Pré-Refrão]
(A bateria diminui, fica só a viola e o violão marcando)
No vazio daquela estrada, a gente parava no escuro
Apagava os faróis do carro, pra ver o céu mais puro
Tanta estrela no infinito, meu pai me ensinando a olhar...
Nossa, essa saudade tem cheiro e faz meu peito chorar!
[Refrão - Explosivo e Emocional]
(Entra a banda toda com muita energia)
Eita saudade daquelas madrugadas!
Do frio de dois graus e da paz das estradas!
O sol raiando na serra, a geada cobrindo o chão
A parada pro café, a mesma velha paixão!
Promessa de um "até logo", num abraço que não tem fim
A estrada da vida levou meu pai, mas ele vive em mim!
[Verso 2]
(Ritmo continua forte e dinâmico)
O sol surgia de trás da montanha, uma obra-prima de Deus
A pastagem branquinha de gelo brilhava nos olhos meus
A parada pra tomar o café no mesmo lugar de sempre
Histórias, causos e abraços que a memória não desmente.
[Pré-Refrão]
(A música dá uma "segurada" dramática)
No vazio daquela estrada, a gente parava no escuro
Essa saudade tem cheiro, de um tempo bom e seguro!
[Refrão Final - Com máxima força]
Eita saudade daquelas madrugadas!
Do frio de dois graus e da paz das estradas!
O sol raiando na serra, a geada cobrindo o chão
A parada pro café, a mesma velha paixão!
Promessa de um "até logo", num abraço que não tem fim
A estrada levou meu pai, mas ele vive em mim!
[Outro]
(Solo de viola caipira descendo o braço, com muito eco)
"São quatro horas no cebolão..."
E a saudade no coração.
(Final com um acorde seco de viola)
