Será que tudo o que tentamos transmitir aos outros é, de fato, o que praticamos no nosso dia a dia?
Falar é fácil; o difícil é colocar em prática. Afinal, apenas o exemplo convence.
Muitas vezes nos julgamos corretos — e, sob a nossa própria ótica, provavelmente estejamos. Porém, como será que somos avaliados por aqueles que caminham ao nosso lado e que realmente importam? Nossos filhos, companheiros e, principalmente, nossos pais e irmãos.
Normalmente, nós nos surpreendemos com o resultado dessa avaliação, e tudo bem. O que não está bem é não termos a coragem de analisá-la intimamente. São impressões de pessoas que amamos, que nos importam e que devem, sim, ser levadas em conta.
Sim, eu sei que não é fácil. Família, muitas vezes, é um tema complicado. Porém, é nela que escolhemos nascer e é nela que precisamos nos ajustar.
Certa vez, o dono de uma fábrica de pregos, percebendo que eu estava meio desanimado, me deu uma aula sobre o que é a família. Ele me perguntou: "Silvio, você sabe como tiramos as rebarbas desses pregos que acabaram de ser fabricados?". Eu pensei no quão difícil seria limpar um por um com uma lima.
Foi então que ele me mostrou a prática. Os pregos foram colocados em uma caixa enorme que começou a vibrar fortemente. Consequentemente, eles começaram a colidir e a atritar uns com os outros. Depois de uns 30 minutos, estavam todos prontos, polidos. Aquele senhor, então, concluiu: "Assim somos nós com a nossa família. Vivemos em atrito durante boa parte da vida para que, no final, estejamos prontos para voltar para a casa do Pai, com o dever cumprido".
Se, por acaso, isso não aconteceu entre você e seus familiares, provavelmente você pulou para fora da caixa. Pode até se julgar especial por isso, mas, no fundo, acabou ficando para trás na evolução humana.
Pensem nisso: a última bolacha do pacote não é a mais importante. Na verdade, normalmente ela é a que está mais moída e quebrada.
Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.
Silvio K. Jr.
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