Deus tocou o meu coração e minha alma,
abrindo meus olhos para a verdadeira essência da vida.

21 de março de 2016

Equilíbrio

Impossível não se deixar contaminar pela energia vibratória que impera no Brasil nos últimos tempos.

A situação para mim (individualmente falando), está em um ponto quase insustentável, não há margem para erros, o Brasil de hoje definitivamente não é para amadores.

Seria hipocrisia da minha parte não enxergar o óbvio, a crise está aí, escancarada, esperando a próxima vítima, seja ele empregado ou empregador, tenha sido este previdente ou não.

Ver quase que diariamente empresas irem a falência e pais de famílias desempregados, necessita de ter como diziam os mais antigos “estomago forte”, definitivamente não o tenho e creio que venho sofrendo junto com essas pessoas.

Dentro deste contexto de degradação de uma ordem moral, temos que ter equilíbrio e cautela necessários, para que tudo seja efetuado dentro de uma ordem pública (respeito às leis), para que ao final, fiquem os exemplos para as novas gerações.

Particularmente, acredito sempre que podemos melhorar, que esse sentimento negativo somado aos nossos problemas diários, nos jogam em um poço sem fim; inutilmente canalizamos todas as nossas energias, nas coisas ruins que nos cercam, e acabamos afundando cada vez mais.

Sejamos, pois, sábios o suficiente para mudarmos o foco e mirarmos nas coisas boas (sim elas existem), creio que com determinação, trabalho e ousadia conseguiremos dia após dia pequenas vitórias, as quais com certeza trarão juntamente conosco outras pessoas para a superfície novamente.

De mim para comigo mesmo, não consigo conceber que depois de ter passado por muitas coisas (em termos de crises) nesses meus trinta e poucos anos de trabalho diário, deixar para a próxima geração como legado, um país pior do que encontrado pela minha, que tenham que enfrentar os mesmos problemas do passado para conseguirem um bom ensino e assim se transformarem em cidadãos plenos e íntegros, sabedores dos seus deveres para com a sociedade e com seus direitos básicos preservados, e, finalmente, que não precisassem após formados, ter que trabalharem em subempregos, uma vez que o país não foi capaz de gerar postos necessários para absorve-los.

Vivemos há tempos em busca de um salvador da pátria, para que num passe de mágica ele resolva nossos problemas, e assim agimos até os dias de hoje, esperamos por um milagre e só o que conseguimos é sermos enganados, infelizmente, nós simplesmente desconhecemos a força que temos.

Que Deus que não é brasileiro tenha misericórdia de nós.

Um beijo no coração.

Silvio Klinguelfus Junior.


12 de março de 2016

PRECE


Vontade imensa de escrever, mas sobre o que? Muitos acharão demagogia e até mesmo hipocrisia da minha parte, e, sinceramente eu não posso fazer nada quanto a isso.

Acreditem, vocês ou não, nunca sei bem sobre o que escreverei até começar a dedilhar o teclado, e de repente, palavras atrás de palavras começam a surgir bem diante dos meus olhos, acalmando o meu coração.

Eis o meu processo de criação; sinto meu corpo adormecer e logo surge a   vontade de escrever. Quando isso ocorre sei que é chegado o momento, rogo a Deus que eu consiga transmitir através de palavras toda emoção que me envolve naquele exato momento, e que elas possam chegar a todos àqueles que estejam precisando de consolo.

Assim nasce mais um ensinamento: “A prece não vale pelo o que alcança; ela vale porque nos transforma”.

A prece me transforma... não há nada mais verdadeiro. É um papo reto e verdadeiro, entre eu e Deus, que acontece no meu íntimo, sem firulas e fórmulas decoradas, enfim sem intermediários; se eu a pudesse defini-la em uma única palavra, seria “PERDÃO”.

Ao exercer diante de Deus o meu livre arbítrio, é como se Ele me perdoasse pela minha petulância de afronta-lo com os meus desejos e sentimentos mais íntimos, e, pior, por eu achar que Ele já não os conhecesse.

Já percebi há tempos, que Deus embora saiba de tudo, nada faz para nos impedir das burradas que insistimos em comete-las, embora, Ele como um bom Pai já nos tenha alertado através da nossa consciência; mas, mesmo assim, sempre está de braços abertos esperando pelo nosso arrependimento verdadeiro, respeitando sempre o nosso livre arbítrio. E novamente nos aconselha, explica amorosamente porque não nos concede o que injustamente pedimos, e espera confiante e pacientemente que não erremos mais, depois de aprendida dolorosa lição.

Quanto a mim, nas minhas preces dirigidas a Deus é claro que já: - pedi que me ajudasse, e Ele me disse: não seja egoísta aprenda a amar ao outro, vá é comece a trabalhar; - reclamei que estava cansado, e Ele me disse: já caminhou metade do caminho, vá em frente;  - questionei como conseguir, e Ele me disse: seja verdadeiro em suas intenções; - igual a criança birrenta bati o pé e não aceitei a Vontade Dele, e Ele me disse: não sejas teimoso, não se esforçou o suficiente; - fui direito, sobre o por que eu tive câncer, e Ele me disse: é para outra vida, lembre-se da verdadeira.

Aprendi, ufa! Graças a Deus! Que basicamente tudo depende do nosso esforço íntimo em querermos nos transformar em pessoas melhores e a seguir no caminho com as nossas próprias forças.

Desta forma, em minhas preces, peço, agradeço e glorifico.

Graças a Deus, graças a Jesus.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe.


Silvio Klinguelfus Junior.

25 de fevereiro de 2016

Caridade!

Qualquer um que tenha o mínimo de compaixão consegue perceber quando o outro não está bem, basta olhar em seus olhos, verdadeiras janelas da alma, através das quais conseguimos ver a essência do que carregam. Nos últimos tempos não tem sido fácil agir desta maneira, chega a ser insuportável.

Não há como não compadecer-se, diante do sofrimento que carregam, são olhares que não se sustentam, caídos e carregados de tristeza, basta alguns segundos a observá-los e lá estão eles marejados, os deles e os meus. Na maioria das vezes gritando de forma silenciosa por ajuda.

A crise financeira assola com a dignidade das pessoas; como ficar impassível diante do sofrimento de um pai que não consegue dar o sustento básico a um filho, é uma dor que corrói as entranhas, basta que por um minuto nos coloquemos no lugar dele; imaginem como deve ser acordar e não ter mais nada para chamar de seu, nem esposa, nem filhos, nem o cachorro.

Me entristece muito ver uma empresa nova ou antiga, seja ela qual for e de quem quer que seja, vir a falir, fechando 70, 90, sei lá 150 postos de trabalhos; quantas e quantas famílias vão sofrer nesse processo triste e doloroso.

Horrível ver os seus proprietários naufragarem em um mar dívidas tentando salvar o resto da dignidade que ainda lhes restam, e, tão ruim quanto, é ver que muitos que estavam no mesmo barco, não percebam esse esforço.

Dói muito em mim, contamina minha alma. Não tenho muito, apenas meu coração, meus ombros e braços a oferecer-lhes, eles carregam a minha fé e também a esperança por dias melhores, e certamente eles virão, pois por de trás de absolutamente tudo, sempre existe a vontade oculta de Deus.

A vocês meus amigos que me leem, por favor, sejam caridosos.

¨A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa;
não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho;
não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses;
não se melindra e não se irrita com nada;
não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”


Caridade... eis a nossa salvação!

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe.


Silvio Klinguelfus Junior

13 de fevereiro de 2016

Sonho ou pesadelo.

Eu tenho um dom. Isto é fato. E nada de Divino há nele.

Eu tenho o dom de enxergar pessoas iguais a mim.

Deixe-me explicar melhor, depois de tudo que eu passei no quesito dor, acabei através dela, a entender o que é preciso para ser humilde, e, posteriormente pelo meu desejo íntimo em mudar, compreendi que esse é o caminho; o que não significa dizer que consegui, longe disto.

Procurando provar a mim mesmo essas palavras, procurei algumas fotos antigas minhas e as comparei com as novas, inacreditável como a expressão do meu olhar é totalmente outra.

Quero dizer com tudo isto, que sim, luto constantemente contra o orgulho e a vaidade, que são muito latentes em mim, só que agora como réu confesso, trabalho para mantê-los em níveis controlados. Após comparar as minhas fotos, acredito estar no caminho correto, uma vez que aquele olhar altivo que aparece na maioria das fotos antigas, aparentemente não existe mais.

Mas como eu estava dizendo, eu tenho um dom, o de enxergar pessoas iguais a mim, e não existe nada de miraculoso nisto, simplesmente consigo essa façanha ao observar os olhos de alguém, identificando imediatamente a mesma expressão que eu tinha e que luto para não voltar a ter em meu olhar. Funciona, já testei inúmeras vezes, não falha, basta alguns minutinhos de conversa para comprovar, o mais engraçado é que nós pessoas orgulhosas ou vaidosas nos atraímos mutuamente e estamos sempre juntos.

Este dom que eu possuo é um pesadelo, pois não posso sair falando para o outro que ele é orgulhoso ou vaidoso e se continuar por este caminho encontrará certamente uma curva com o ângulo invertido, tal qual aconteceu comigo, que o fará perder o controle da própria vida, e podem acreditar, para um ser orgulhoso nada pode ser pior do que não estar no controle; o ideal seria que ninguém precisasse da dor para mudar, que para tanto bastasse apenas o amor, aliás, admiro profundamente àqueles que conseguem. Aqui cabe um parêntese, não faço apologia a dor, não é para ninguém sair se mutilando, o que eu quero dizer é que a dor, pode ser um instrumento muito útil de aprendizado, mas primeiro precisamos aceita-la, para que possamos encontrar saídas.

Desta forma, sigo em frente, tropeçando bastante é bem verdade, entretanto, agradeço a Deus por todos que em algum momento cruzaram o meu caminho, pela possibilidade que isto nos dá de aprendermos uns com os outros, através de nossos exemplos a como nos tornamos pessoas melhores.

Eu acredito verdadeiramente na força do amor que Jesus Cristo nos ensinou, assim aprendendo a amar nos transformamos, e quando isto ocorre evoluímos e deixamos para trás todo nosso orgulho, vaidade e egoísmo, que tanto mal faz a nós mesmos e, por conseguinte a humanidade.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio Klinguelfus Júnior

7 de fevereiro de 2016

Mentir para si mesmo.

Vivo tentando ao máximo, ser sensato e equilibrado em meu dia a dia, confesso, não é nada fácil, principalmente pela carga pesada do passado que teimo em levar comigo, a qual já poderia ter sido eliminada há muito tempo, e, também pelas tribulações e vicissitudes que se apresentam durante a caminhada.

Já disse outras vezes, que se Deus me concedesse o direito a escolher uma virtude, que escolheria sem pestanejar a “coragem”.

Não é fácil abrir a porta da casa e sair para rua, imbuído do dever e da responsabilidade de se apresentar sempre com coragem, seja aonde for.

Dizem que a vida é muita curta, desta forma, sejamos, pois, práticos e inteligentes para transformá-la em intensa, a começar por abandonarmos a ignorância, afinal, sem exceção tudo aquilo que plantamos iremos colher, assim devemos ser mais humanos e afetivos e passarmos a viver verdadeiramente a construção do amor que Jesus nos ensinou, utilizando-se sempre dá fé como instrumento de comunicação.

Na maioria das vezes a solução para os nossos problemas estão bem a nossa frente, mas, provavelmente devemos adorar esse lado meio mórbido que nós temos, fazemos de tudo para não a enxergarmos, e assim seguimos por um tempo precioso, nos lamuriando deles. Agindo desta maneira, estamos mentindo o que por si só já é ruim, agora, mentir para si mesmo é potencializar o mal.

Quanto a mim, irei continuar abrindo todos os dias a porta da frente da minha casa, saindo para vida, pedindo a Deus que me conceda coragem por mais um dia, e ao retornar sempre agradecê-lo, não sem antes pedir-lhe perdão pelas minhas falhas, que invariavelmente são muitas.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe.


Silvio Klinguelfus Junior.

31 de janeiro de 2016

DIFÍCIL...

Nós brasileiros devemos ser os campeões mundiais em apontar problemas e saídas na vida dos outros, e provavelmente somos os últimos colocados em como resolvê-los.

Meoooooo Deolllsssssss!!!

Chega a dar nojo...

Deve existir algo em nosso DNA, que ao assim agirmos, esquecemos dos nossos próprios defeitos, problemas e mazelas, acredito ser algo que seja diretamente ligado à nossa memória.

Quando criticamos sem fundamento e pior sem soluções concretas, deveríamos olhar para o nosso próprio rabo, e de repente, agir primeiro dentro de nós mesmos, pensar nas nossas próprias atitudes, gestos e pensamentos perante aos outros e a nós mesmos.

Provavelmente ao criticarmos algo que alguém não fez, ajudaria lembrar-se:

- daquela luz queimada a meses, da pintura desgastada da casa, do portão caído, da grama crescida;
- quando determinada pessoa gastou além da conta, sempre bom pensar nas suas próprias contas, nas prestações em atraso, no cheque especial estourado, no limite do cartão de crédito, no fiado no bar do Zé da esquina, naquela viagem desnecessária que fizemos;
- quando sabemos então que determinada pessoa levou vantagem em algum tipo de negócio, achamos um verdadeiro absurdo, porém seria interessante relembrar as vezes que nós assim agimos e ou tentamos, como por exemplo:
- não termos feito a revisão necessária do veículo pois iriamos vende-lo, e que se dane o outro, mesmo que isso coloque a sua vida em risco;
- quando escondemos os defeitos e vícios ocultos em um determinado bem, só para não termos que gastar para arrumá-los empurrando ao outro;

Sem contar é claro as nossas espertezas ditas inócuas, como piratear o sinal da TV a Cabo, pagando o mínimo pelo máximo, entre outras vantagens que julgamos que não irá prejudicar a ninguém.

E para tudo isso sempre temos respostas na ponta da língua, invariavelmente são as mesmas para todos, como se fosse um padrão, para a famosa lei de Gerson.

É sempre bom lembrar, que nós brasileiros entre pessoas jurídicas e físicas, sonegamos juntos algo em torno de 200 bilhões em impostos, isso me faz lembrar aquela máxima muito utilizada nas escolas, "na qual os professores fingem que dão aula e os alunos fingem que assistem," e está tudo certo, mais ou menos assim nós agimos, se estamos levando alguma vantagem, que se lasque o outro, se o governo está roubando, mas se eu estiver bem, que se exploda todo o resto.

Eis aí o princípio do fim.

Não há solução que não passe pela educação.

Tá difícil...

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe.


Silvio Klinguelfus Junior

11 de janeiro de 2016

Relacionamento com Deus.


Jesus é o Sol realizado e nós somos os seus raios, portanto, para viver os seus ensinamentos, não é preciso de teorias complexas, teologias interesseiras e muito menos de atravessadores, seus ensinamentos foram simples, claros e objetivos, baseados em fé, razão e moral.

Todos nós já nascemos com três virtudes da alma: esperança, amor e caridade, todas as demais precisamos adquiri-las através dos nossos esforços em querermos nos melhorar, ou seja, dependem exclusivamente de nós, sem imposições ou obrigações externas, basta apenas vivenciá-las.

Fundamental entender, que não existe barganha na prática do bem, fazê-lo com interesse de nada adiantará para a nossa construção íntima.

Enfim devemos sempre pensar sobre o que estamos construindo dentro de nós, lembrando sempre que é trabalho nosso construir o Reino de Deus em nós, assim como implementá-lo.

Tudo é muito simples, a ponto que ninguém precisa tentar convencer ninguém a nada, os exemplos por si só bastam, são o suficiente para que brilhe a Vossa Luz transformando-os em verdadeiros faróis de amor, atraindo para perto de ti pessoas interessadas em entender, aprender e apreender como isso é possível.

Não sejamos hipócritas, façamos cada qual a sua parte, de maneira ética e de conduta a mais reta possível, confiemos na Providência Divina, afinal não dá para separar o homem e suas atitudes, da sua própria alma, no fim isso é o que realmente importará.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio Klinguelfus Junior

3 de janeiro de 2016

VIDA, FAMÍLIA E LUZ.

Particularmente eu acredito que àquele que conhece a Jesus, nunca mais é ou será a mesma pessoa. Impossível não mudar, e não tem nada a ver com sacrifício e sim com misericórdia, tudo se resume em moldar a nossa vida ao amor.

No nosso dia a dia também encontramos pessoas que após estarmos juntos nem que por breves momentos, nos transformam.

E essa pessoa pode ser você.

Ter uma consciência reta e tranquila, é o caminho para que a Paz reine em sua vida. Segue por este caminho e o ano de 2016 será perfeito para ti.

Que brilhe a Vossa Luz.

Todos nós somos transportadores de energias benéficas e a família é o lugar onde carregamos todas as nossas baterias, aliás, a família que nós temos pode até não ser a que gostaríamos, mas sem dúvida é a que precisamos; nela está a base de todo o nosso conhecimento moral, caso ela não existisse, precisaríamos inventá-la, afim que pudéssemos crescer como pessoas, na alegria e na tristeza.

Valorizemos então a vida e a família.

Entretanto, não nos esqueçamos que nunca podemos deixar de sermos úteis para os outros, pois muitas vezes nos tornamos o centro das atenções, viramos pinguins de geladeira, enfeite de nós mesmos, nos enchemos de orgulho e ficamos parecidos com um pãozinho francês, bonito por fora e oco por dentro, o orgulho faz a vez do fermento para nós, achamos que somos a verdade e que ela por si só nos basta para sermos justos, enfim, nos julgamos os escolhidos, que não precisamos mais do Senhor, pois passamos a acreditar piamente que é a aparência o que importa a Deus e não a nossa essência.

Seguindo por este caminho podemos enganar por um tempo aqueles que estão ao nosso lado e também a nós mesmos, mas chegará um dia que tudo será revelado, as máscaras cairão inesperadamente e não existirão desculpas.

Assim se não quisermos perder mais tempo, melhor começarmos a procurar o endereço de Deus, há muito perdido.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio Klinguelfus Junior

19 de dezembro de 2015

Dezembro, mês de cachorro louco...

Em algum momento desse mês de dezembro me perdi pelo caminho, peguei outra trajetória.

Para minha surpresa e espanto, essa nova rota era encantadora e cativante, repleta de oportunidades, entretanto, aos poucos comecei a observar, que embora com outras cores e letreiros, eu já havia passado por ali e algumas dessas oportunidades que agora brilhavam aos meus olhos, me eram muito familiares.

Senhor me perdoe. Novamente me vejo pegando esses atalhos e pisando fundo, deixando de lado, ou melhor, para trás o que realmente importa.

Esse caminho aparentemente encantador tem um destino trágico. Como eu sei?  Eu já o trilhei e o resultado foi a minha ruína.

Estou neste exato momento, defronte a tela do computador com os olhos marejados, envolto por energias luminosas, buscando encontrar palavras que possam descrever essa sensação de gratidão pelas oportunidades benditas que estão sendo derramadas sobre mim.

Sinto minha sensibilidade fluir pelo corpo, agindo como um antídoto para tudo de ruim que absorvi nesses dias.

Gostaria de dizer a vocês que me leem que é muito fácil se encantar pelos atalhos da vida, pela beleza como se apresentam, mas, posso afirmar categoricamente que nele tudo é tão fugaz e frívolo. Não vale a pena, o preço a pagar é altíssimo.

Há alguns dias comecei a sentir uma dor aguda na nuca que me levou por fim a uma noite em claro, momento mais que ideal para fazer uma reflexão.

Sem querer me alongar, pois é mais que óbvio que todos sabem o final. Que o causador dessa dor aguda na nuca, foi ele, o mau e velho estresse, que sempre surge nos momentos que teimamos em nadar contra a corrente Divina.

Somente alguns irão me compreender, não faz mal. Importa é que eu compreendi.
Graças a Deus, graças a Jesus.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio Klinguelfus Junior

29 de novembro de 2015

Inspiração...



Privilégio da vida é acordar depois de uma boa noite de sono, ter as pessoas que você ama ao teu lado e ao abrir a janela ser brindado com uma leve garoa a cair de um lindo céu nublado.

Assim com o perdão da redundância, reclamar da vida é um atraso de vida.

Não há como não agradecer por tudo isso. Nós somos a nossa própria medida do mundo, o modo como nós o vemos é reflexo de como estamos, se somos negativos, invejosos, vingativos, assim estará o mundo para nós. Assim, desejo que na vida de cada um de vocês existam menos algemas e sim mais almas gêmeas.

Problemas sempre hão de existir, invariavelmente eles surgem em nossas vidas para que aprendamos com eles e se assim não ocorrer, voltarão quantas vezes forem necessárias para tal. Aprendamos de uma vez por todas, Deus não faz por nós, ele nos inspira, o ato de executar depende do nosso livre arbítrio.

Aliás, gostei muito dessa explicação para inspiração e intuição, a primeira vem de fora e a segunda é própria da pessoa e depende exclusivamente da sua atitude.

O Dr. De Lucca no seu livro Força Espiritual nos ensina que temos dois arquivos pessoais, um chama-se arquivo morto e outro arquivo vivo.

O nosso arquivo morto acha-se abarrotado de coisas ruins, como por exemplo, as nossas misérias, culpas e fracassos, e continuamos a enchê-lo ininterruptamente sem nunca nos preocuparmos em recicla-lo.

Já no nosso arquivo vivo, estão guardadas as nossas experiências mais leves, felizes, os momentos de alegria.

Continua o autor, que o arquivo morto existe apenas para que nós aprendamos com as nossas experiências passadas, entretanto, não deveríamos abri-lo constantemente, o que infelizmente fazemos a todo o momento, enquanto o arquivo vivo que deveria sê-lo não o é.

Impossível ser feliz, revirando o lixo do passado nos alimentando deles, ao invés das coisas boas que estão no arquivo vivo. Precisamos nos esforçar para estarmos bem, quando isto ocorre à felicidade caminhará junto e não ao contrário.

Desta forma, aproveitando esses ensinamentos, desejo que saibamos ouvir a Voz que chama para a nossa verdadeira missão.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.

Silvio Klinguelfus Junior.

ps. Agradecimentos ao Dr. Edmundo Pinheiro.


24 de novembro de 2015

CANSADO

Ando cansado...
Ando triste...
Ando amargurado...

Ando tudo isso e mais um pouco comigo mesmo, principalmente com o mal que eu carrego dentro de mim e com o seu potencial destrutivo.

Como ser insensível diante do barulho ensurdecedor do mundo, para não dizer emburrecedor; na atualidade são tantos os problemas, opiniões e pressões. Trabalhamos e consumimos cada vez mais e, por conseguinte temos cada vez menos tempo para nós mesmos, seguimos o fluxo da maioria, fazemos parte da turba dos ignorantes, trilhamos o caminho da intolerância, disseminamos o ódio através dos nossos comentários infelizes e hipócritas.

Quanto tempo desperdiçado com opiniões fúteis, sem nexo, apenas para agradar esse ou aquele, fazer parte de um grupinho qualquer, enquanto o essencial escorre pela ampulheta do nosso tempo.

Ao nos colocarmos como críticos de nós mesmos, inevitável não rever nossas atitudes e valores. Precisamos deixar de lado os discursos e pô-los em prática, objetivando resultados e não a teoria, quase sempre de boteco.

Andamos perdidos sem saber que direção tomar diante do mar de informações que nos assola e muito menos o que fazer com elas, sabemos de tudo e ao mesmo tempo não sabemos de nada. Assim, sejamos mais seletivos e aproveitemos melhor ao nosso precioso tempo, nos transformando intimamente, nos melhorando diante das nossas mazelas, sendo assim justos e coerentes conosco mesmos, buscando sempre o entendimento sobre aqueles que vivem uma realidade diferente da nossa, amando-os.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.


Silvio Klinguelfus Junior 

10 de novembro de 2015

PAI NOSSO.

Nas últimas semanas escrevi alguns pequenos textos, que resolvi não publicá-los aqui no Blog, compartilhei através das redes sociais, foram curtos, porém, certeiros. A resposta a eles não poderia ter sido melhor, a repercussão foi bem salutar.

Para mim o ato de escrever é um dom que se completa com a leitura, os dois caminham juntos, é impossível escrever bem sem antes ser um bom leitor, e da mesma forma, quando adotamos o hábito de escrever, acabamos por nos transformar em leitores muito melhores, capazes de entender a intenção do autor em cada pequeno detalhe.

Seguindo nessa linha de pequenos textos, resolvi colocar no papel a oração do Pai Nosso, a qual começa todas as minhas preces desde que eu me conheço por gente, e o significado que cada passagem (na minha ignorância) tem para mim.

Vamos lá:

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O TEU NOME...

- Jesus em mais um ato de humildade, nos chamou de irmãos, assim, somente deixaremos Deus feliz se nos amarmos como tal. - Gosto de dizer que Jesus tinha uma missão a qual era nos ensinar a amar, quando aprendemos a amar nos transformamos em pessoas melhores e quando isso ocorre somos salvos.

VENHA A NÓS O TEU REINO, SEJA FEITA A TUA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU...

- As leis de Deus são absolutas e imutáveis e quando nos afastamos delas não somos felizes; para mim tudo se resume humildemente em aceitação. É nítido, que quanto mais o tempo passa (historicamente falando), mais nos aproximamos das Leis Divinas, chegará um dia que não precisaremos mais das Leis humanas.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE...

- Vida, esperança, doação, caridade.

PERDOA-NOS AS NOSSAS “DÍVIDAS” (OFENSAS), ASSIM COMO NÓS TAMBÉM TEMOS PERDOADO “AOS NOSSOS DEVEDORES” (A QUEM NOS TEM OFENDIDO)...

- Liberdade - quem perdoa a recebe, senão vejamos: pedimos (perdão) no agora, por falhas no passado em busca de um amanhã libertador.

E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL PORQUE TEU É O REINO E O PODER E A GLÓRIA, PARA SEMPRE. ASSIM SEJA (AMÉM)...

- Que os meus pensamentos, gestos e atitudes sejam livres do mal que eu carrego dentro de mim. - ORGULHO, VAIDADE E EGOÍSMO.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe hoje e sempre.

Silvio Klinguelfus Junior


18 de outubro de 2015

Sine qua non.

Adotei para a minha vida o trinômio: bondade, amor e fé, base de quase todas as religiões existentes no mundo, entretanto, ao basear as minhas atitudes neste tripé, surgiu um grande problema, vivo tropeçando em um dos três pés desta base, e vira e mexe, lá vou eu com as minhas verdades para o chão. Particularmente quando isto acontece, gosto de imaginar, Jesus sentado em uma pedra logo ao meu lado, com um olhar piedoso e um sorriso meigo no rosto, como a dizer, volte lá, tente novamente, tenho certeza que desta vez irá conseguir.

Assim levanto, sei lá, pela milésima vez, engulo meu orgulho, olho para trás e vejo bem ao longe aonde comecei a caminhada, refletindo instantaneamente sobre o que é voltar alguns passos, perto daquilo que já andei; no que assim penso, lá vem mais um tropeção que me leva a dar mais um beijo no chão, e ao novamente levantar, me vejo agora olhando para frente, só que diferentemente do meu passado, não consigo enxergar o fim do caminho, novamente engulo meu orgulho e começo a caminhada de volta ao ponto que cai pela última vez, e digo de coração, muito feliz pela oportunidade de bendita de tentar novamente.

Existe muito de mistificação em nossos pensamentos, gostamos do sobrenatural, adoramos quando alguém nos diz de forma profética que o nosso futuro será brilhante, tudo sem esforço, como em um passe de mágica, e que para tanto, basta escolher esta ou aquela religião e apenas acreditar.

Upa lelê... Sapo seco quatro corujas... Sarava... Cruz-credo... Pé de pato...  Mangalô três vezes.... Vade-retro...

É claro que me divirto comigo mesmo, com os meus pensamentos, com as minhas elucubrações, não consigo imaginar o contrário, seria tedioso me odiar, porém, exatamente por ter feito várias viagens ao meu eu interior, sei perfeitamente das minhas mazelas.

Aprendi a custo de muito sofrimento a confiar na minha intuição, eis ai uma dica muito legal, todos nós a temos, basta segui-la no caminho do bem, é de graça, basta ser humilde, amar e principalmente ter fé.

Desta forma, absolutamente tudo há de ser feito com amor, por exemplo, precisamos ter amor pelo nosso trabalho e não pela finalidade (dinheiro); se você trabalha apenas pelo dinheiro, sinto lhe informar, você está fazendo tudo errado.

Somos energia emanada de Deus, assim sabedores da Sua existência, sejamos humildes, condição sem a qual nada é possível, nunca confunda conhecimento com evolução, em matéria espiritual o “tiozinho” da manutenção pode ser muito mais evoluído do que você; da próxima vez, que não cumprimentar uma pessoa por puro preconceito, pense nisso.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe.


Silvio Klinguelfus Junior

10 de outubro de 2015

ALMAS...

Somos almas...

Somos destinados à eternidade...

Somos filhos pródigos...

Somos sempre aguardados com ansiedade...

Somos sempre bem-vindos e muito amados...

Somos viajantes, com bilhetes de ida e volta...

Somos aventureiros...

Somos desbravadores...

Somos corajosos...

Somos birrentos...

Somos sabichões...

Somos conservadores...

Somos sonhadores...

Somos aprendizes eternos...

Somos filhos...

Somos de lá, vivendo cá...

Somos universais...

Somos alegria e tristeza...

Somos tristeza e alegria...

Somos eternas saudades...

Somos dor...

Somos amor...

Somos esperança...

Somos almas...


Silvio Klinguelfus Junior

4 de outubro de 2015

Raiva e ódio.

Existem algumas pessoas, que nos fazem refletir sobre a nossa vida, principalmente sobre a verdadeira vida, a espiritual, e nos ajudam a compreender aos nossos sentimentos mais íntimos e conflitantes, suas palavras agem como antídotos, que nos direcionam para nosso reencontro com o Pai. O Dr. José Luiz Condotta, médico psiquiatra, é sem sombra de dúvidas uma dessas pessoas, quando estamos na presença delas, não podemos desperdiçar os conselhos. Assim nasceu esse texto, muito provavelmente aquém das palavras do Dr. Condotta, mas, necessárias a minha pessoa, recebidas pelo meu intelecto, filtradas pelo meu coração, e aqui externadas.

A raiva e ódio, são sentimentos negativos que todos nós temos, e, exatamente, por isso, precisamos cuidar diariamente deles. São inatos (que nascem com a gente), são casados entre si, e desta união nasceram à mágoa, a ira e o ressentimento.

Por mais paradoxal que possa parecer, por serem sentimentos de preservação, eles são essenciais para a nossa evolução, desde que aprendamos a deixa-los dentro de um limite normal, em equilíbrio; a falta deles é tão prejudicial quanto.

Para que possamos compreender melhor esses sentimentos, a diferença básica entre eles é a seguinte:

O ódio sempre surge contra pessoas; é uma força devastadora e contém dentro dele a vingança.

Já a raiva surge contra situações; levando-nos a ataques de fúria, de ira, são sentimentos que implodem com a alma nos fazendo explodir; surgem invariavelmente quando nossos desejos não são realizados ou quando sofremos criticas. Causam-nos irritação, falta de concentração, problemas na vida social e familiar e a famigerada depressão.

Como podemos observar esses sentimentos estão no foco de inúmeras, para não dizer, na maioria das doenças. Basicamente quando sentimos ódio e raiva, criamos um circuito negativo dentro de nós, gerando um desiquilíbrio, destruindo a nossa saúde, mais ou menos, como se tomássemos veneno e desejássemos que outra pessoa venha a falecer em nosso lugar. Nós sabotamos a nós mesmos, quando insistimos em permanecer nesse circuito negativo, normalmente perdemos o controle da situação e automaticamente a razão, mesmo que está estivesse do nosso lado, ou ainda, nos levam a aceitar situações (engolir sapos) sem tomarmos atitudes.

O antagonista natural desses sentimentos é o amor, que vem a ser o circuito positivo; o amor não nos deixa explodir, nem a reprimir tais sentimentos, porém, nos ajuda a usá-los em nosso favor, sem prejudicar a si mesmo ou a outrem; não podemos simplesmente negar a existência do ódio e da raiva dentro de nós, ou ainda, que sintamo-nos culpados por carrega-los. O amor nos ajuda a pensarmos lógica e racionalmente na situação que os geraram.

Assim, amor e ódio, embora sejam sentimentos opostos, estão em uma mesma linha, por isso, migramos muito rapidamente de um para o outro, porém, eles são separados nessa linha, pelo orgulho, egoísmo, vaidade, prepotência e demais imperfeições, portanto, devemos sempre trabalhar esses vícios, para que nos conheçamos melhor, e mantê-los em equilíbrio, e, assim possamos gradativamente evoluir, dispostos a renunciar em favor dos outros, em outras palavras, a amar ao próximo.

Um beijo no coração e que Deus nos abençoe sempre.

Silvio Klinguelfus Junior