Deus tocou o meu coração e minha alma,
abrindo meus olhos para a verdadeira essência da vida.

7 de fevereiro de 2026

SOROCABA, 16/01/2026



Verso 1]


​Sorocaba, 16 de janeiro, o sol castiga

Mas o frio na espinha é de quem entra na fila e não sai.

A cidade onde o "Soro" acaba... ironia de nome?

Não, é o descaso que mata e alimenta a fome.

Na UBS o estoque tá vazio, a prateleira tá nua

Enquanto o corpo padece, a política desfila na rua.

Gente morre! Não é estatística, é vida interrompida

No asfalto da "melhor cidade", a morte é bem-vinda?


​[Refrão - Forte e Agressivo]


​Sorocaba: a melhor cidade pra se viver? Só se for pra morrer! Só se for pra sofrer! O marketing brilha na tela do computador Mas não estanca o sangue, não cura a nossa dor. Gente morre! No silêncio do corredor.


​[Verso 2]


​Político faz post, faz vídeo, faz cena

Enquanto a população sofre o bullying do sistema.


É pressão psicológica, é falta de remédio

Transformando a esperança em puro tédio e cemitério.


Cidade dos tropeiros, das mulas, da tradição...


Mas tratam o povo igual carga, sem compaixão.


O progresso que pregam é só pra quem tá no topo


Pra nós, sobra o resto, o vazio do copo.


​[Ponte - Ritmo acelera]


​Janeiro cinza, o descaso é o roteiro

O soro acabou? Cadê o dinheiro?

O marketing é lindo, a realidade é cruel

Pra quem não tem convênio, o chão é o troféu.


​[Final / Outro - Batida para, fica só um grave]


​Sorocaba, 16 de janeiro.

Gente morre, e você bate palma pro outdoor?

O soro acabou na UBS, a dignidade foi pro ralo.

Entendeu, imbecil? Ou precisa que eu desenhe com o sangue de quem não resistiu?


(FADE OUT: Som de monitor cardíaco parando... Beep...)



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