Verso 1]
Sorocaba, 16 de janeiro, o sol castiga
Mas o frio na espinha é de quem entra na fila e não sai.
A cidade onde o "Soro" acaba... ironia de nome?
Não, é o descaso que mata e alimenta a fome.
Na UBS o estoque tá vazio, a prateleira tá nua
Enquanto o corpo padece, a política desfila na rua.
Gente morre! Não é estatística, é vida interrompida
No asfalto da "melhor cidade", a morte é bem-vinda?
[Refrão - Forte e Agressivo]
Sorocaba: a melhor cidade pra se viver? Só se for pra morrer! Só se for pra sofrer! O marketing brilha na tela do computador Mas não estanca o sangue, não cura a nossa dor. Gente morre! No silêncio do corredor.
[Verso 2]
Político faz post, faz vídeo, faz cena
Enquanto a população sofre o bullying do sistema.
É pressão psicológica, é falta de remédio
Transformando a esperança em puro tédio e cemitério.
Cidade dos tropeiros, das mulas, da tradição...
Mas tratam o povo igual carga, sem compaixão.
O progresso que pregam é só pra quem tá no topo
Pra nós, sobra o resto, o vazio do copo.
[Ponte - Ritmo acelera]
Janeiro cinza, o descaso é o roteiro
O soro acabou? Cadê o dinheiro?
O marketing é lindo, a realidade é cruel
Pra quem não tem convênio, o chão é o troféu.
[Final / Outro - Batida para, fica só um grave]
Sorocaba, 16 de janeiro.
Gente morre, e você bate palma pro outdoor?
O soro acabou na UBS, a dignidade foi pro ralo.
Entendeu, imbecil? Ou precisa que eu desenhe com o sangue de quem não resistiu?
(FADE OUT: Som de monitor cardíaco parando... Beep...)
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